quarta-feira, março 16, 2011

CONÉ, O BÁRBARO

Fantástica visão de quem se lembrou de entrevistar o nosso Ministro das Finanças como melhor representante da vox populli maçanense e de todos aqueles que defendem a existência de no mínimo 7 Salazares em cada esquina, garantes do funcionamento do país e de que os "homens sexuais" não se casam ou assumem outros hábitos que não lembram aos cães.

A visão bárbara do mundo que nos rodeia não foi dada por este ilustre maçanense, cuja vida ficou imortalizada no filme que apresentamos e em que assume o papel de herói, mas sim nas referências a personagens da vida real e a cenários hilariantes que davam para servir de inspiração para os Parodiantes de Almorta.

Quem não conhece aquele mundo pensa que é mentira, quem conhece acha que ficaram verdades por dizer, porém o importante foi que, de alguma maneira, se chamou a atenção para uma terrinha insignificante que vota mesmo em quem provavelmente já nem se recorda dela e toda a polémica e críticas associadas ao artigo de revista (daquelas de comédia), como esta aqui, só demonstram que se deve dar voz aos que não a têm e sem medo de correr riscos.
Foi um verdadeiro Carnaval e onde se deu voz mesmo a quem sem o MSM nem nome teria para o seu blog, mas agradeço o facto de ninguém se ter lembrado do MSM para ilustrar todas as "estórias" relatadas porque não nos queremos associar a nada que tenha a ver com Almorta, a bem da sanidade da nossa nação, da visão maçanense e do nosso maçanismo.
Ficou assim feito um pequeno retrato de várias gerações do desenrasca que ao longos dos anos nestas localidades muito contribuiram para chegarmos à situação actual, em que não temos jovens à rasca porque simplesmente fugiram todos para outras paragens, com o sentimento que o facilitismo alastrante que há anos mina a nossa sociedade contaminando gerações e criando-lhes ilusões de vida facilitada, constituirá um impedimento real para um futuro melhor mas perante o qual cada um quer seguir a sua visão, borrifando-se para a dos outros.