segunda-feira, novembro 13, 2006

História viva

Recuperado que estou deste fim-de-semana importantíssimo da nossa Nação, inicia-se um novo ciclo, esperamos nós, na vida de Maçãs. Começo pelo destaque, não pela negativa, de um acontecimento que vai ficar nos anais da história como o último baile no salão da Casa do Povo. Posso enumerar passagens de ano, festas da escola de música, casamentos e eleições, muitos foram os bons momentos que a maioria por lá passou que decerto jamais esquecerão. É triste ver aquele espaço desaparecer mas não me compete a mim ajuizar sobre aquilo que uma associação que decide pela voz dos seus sócios, compete-me apenas dizer que tenho muita pena. Devo dizer que já na altura não gostei nada de ver o lar a ser construído no sítio onde está, não sei se era o único terreno disponível, mas á custa do aumento do mesmo agora temos de voltar para o salão paroquial e o seu telhado pouco aconselhável a muitos decibéis ou então estragar o piso do pavilhão da ACREDEM obrigando a direcção a desenrolar as mantas. Caso contrário podemos fazer como os nossos avós e fazemos a festa na rua, os Maçanenses são assim e não vão ficar parados à espera que haja um sitio decente para se divertirem num bailarico. Por outro lado com o aumento da capacidade do lar em receber idosos aumenta também a oferta de emprego por parte do lar o que é positivo, menos uns quantos desempregados na terra.

Passando a algo mais alegre finalmente foi inaugurado o centro multiusos, de uma forma mais cretina quero ver é quais são os multiusos, de outra maneira é sempre bom quando melhoramos a qualidade de vida da terra a JF deixará de precisar de uma corda para rebocar quem não possa até si passando a ter melhores condições para nos servir a todos. Penso que existirá uma sala com acesso à Internet o que é fantástico, todos devem ter direito de acesso ao mundo virtual e é uma grande ajuda a quem não tem condições para dispor dela em casa. Há também um auditório não muito espaçoso mas que pode mostrar ser de grande utilidade, resta saber é se será realmente utilizado e quais os planos idealizados para esta estrutura que faz parte de um belo conjunto arquitectónico que realça a importância do edifício com o brilhante aproveitamento de uma fachada que invoca o passado histórico de Maçãs de D. Maria permitindo olhar pelas suas janelas e ver que de facto Maçãs está em condições para andar. Podemos no entanto comparar o edifício com um carro topo de gama em que só um bom condutor consegue tirar todo o potencial da sua máquina. A ver vamos.

Como vêem é um novo capitulo que vai começar, espero que seja mais feliz que o que se encerrou e em que os Maçanenses saiam, de facto, beneficiados no fim.

Cumps